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Sindicato de árbitros repudia reclamações do atacante após 2 a 2 com Cruzeiro

O atacante Hulk se envolveu em mais uma situação embaraçosa envolvendo o árbitros do futebol brasileiro. Após o empate em 2 a 2 entre Atlético-MG e Cruzeiro, na partida de ida do Campeonato Mineiro, o paraibano saiu na bronca e chamou Felipe Fernandes de Lima, juiz do jogo, de “boçal”. Hulk e arbitragem já representa uma novela no país, inclusive, após a fala do jogador, o Sindicato dos Árbitros de Minas Gerais emitiu uma nota.

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De acordo com a publicação, o árbitro foi ofendido em sua honra e moral pelo atacante paraibano. Após uma reclamação de Hulk durante o clássico mineiro, Felipe Fernandes de Lima deixou o jogador na bronca e seguiu o comando da partida. Para o sindicato, a atitude aconteceu para preservar o jogador, já que “as reclamações excessivas são passíveis de cartão amarelo”.

Hulk e arbitragem tem mais um capítulo

Ainda na nota, o Sindicato dos Árbitros de Minas Gerais opinou que as reclamações, muitas das vezes, servem para transferir responsabilidade.

“A arbitragem não pode mais ser usada para transferir responsabilidades e nem justificar o baixo rendimento do clube após os jogos, nem tampouco ser palanque para jogadores, técnicos e dirigentes descarregarem suas frustrações.”

No primeiro jogo da final do Campeonato Mineiro, o Atlético-MG chegou a abrir 2 a 0 para cima do Cruzeiro com um dos gols sendo marcado por Hulk. Contudo, a Raposa conseguiu o empate e deixou tudo para o duelo de volta, marcado para domingo, no Mineirão.

Em campo, Hulk marcou um dos gols do Atlético-MG no empate com o Cruzeiro na final do Mineiro (Foto: Fernando MorenoAGIF)

No último sábado, já com a cabeça mais fria, Hulk falou na saída do estádio.

“Apenas não concordei com a falta dele, tão pouco ele é obrigado a me dar amarelo. Eu falo para eles, não estou reclamando do trabalho deles, se foi bem, se foi mal, o que eu vou falar é do comportamento dele com nós jogadores. O cara é muito boçal, a gente vai conversar com ele com todo respeito do mundo e ele dá as costas”, disse o paraibano.

História recorrente

Hulk e arbitragem não é lá um fato novo no futebol brasileiro. Ao longo de sua passagem pelo Atlético-MG, iniciada em 2021, o jogador tem acumulado gols, títulos e muitas broncas para cima dos donos do apito. Vale ressaltar que, no ano passado, o capitão atleticano chegou a abrir mão da braçadeira por se envolver em discussões dos os árbitros.

Hulk e arbitragem promovem discussões acaloradas em campo (Foto: Pedro Vilela/Getty Images)

Nesta temporada, o camisa 7 voltou a ser o líder do Galo e tem sido importante, como de costume. No entanto, as reclamações persistem.

Confira a nota do Sindicado dos árbitros de Minas Gerais após episódio de Hulk:

O Sindicato dos Árbitros de Futebol do Estado de Minas Gerais (SAMG) vem a público repudiar declarações como a do jogador do Clube Atlético Mineiro, Senhor Givanildo Vieira de Sousa “Hulk”. Em coletiva, após o jogo de sábado (30/03/2024) entre Atlético e Cruzeiro, o “Hulk” chamou o árbitro Felipe Fernandes de Lima de boçal, ofendendo a sua honra e moral, tendo em vista que o termo boçal é utilizado para xingar uma pessoa de IMBECIL, IGNORANTE, ARROGANTE. Um boçal demonstra uma pessoa sem inteligência e educação em suas ações.

A título de informação, a orientação de que, em certos momentos do jogo, o árbitro deve “dar as costas e seguir com o jogo”, vem de comissões de arbitragens competentes de todo Brasil. Isso ocorre até mesmo no sentido de preservar os atletas, visto que as reclamações excessivas são passíveis de cartão amarelo.

O SAMG defende e acredita veementemente na boa conduta, caráter e qualificação de seus árbitros que passam por rigorosos testes físicos, apresentação de documentos e certidões, avaliações de rendimento entre outras exigências para exercer a profissão com excelência e alto rendimento. Portanto, apresentam requisitos suficientes para trabalhar em qualquer partida de futebol em Minas Gerais, Brasil e em outros países.

A arbitragem não pode mais ser usada para transferir responsabilidades e nem justificar o baixo rendimento do clube após os jogos, nem tampouco ser palanque para jogadores, técnicos e dirigentes descarregarem suas frustrações.

Ofensas, Calúnias, Difamação, Injúria, Racismo não cabem mais hoje em dia na sociedade, muito menos no futebol, o esporte mais democrático do Brasil.

Leia mais notícias do esporte paraibano no Jornal da Paraíba

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